Informativo sobre o Projeto Mulheres e Outras Mulheres na Prevenção

Projeto Mulheres e Outras Mulheres na prevenção busca estreitar o vinculo entre profissionais do sexo e o sistema de saúde. Semanalmente, uma equipe de agentes de prevenção do Projeto vai a campo e visita ruas e casas de prostituição na Grande Florianópolis, São José e Palhoça, para conversar com as profissionais do sexo sobre direitos humanos, dúvidas e demandas emrelação à saúde integral da mulher e outras políticas de garantia do exercício da cidadania. Facilitando o acesso à informação,a equipe de agentes estimulam e encorajam as profissionais do sexo a procurar os serviços de saúde pública e buscar acesso aos seus direitos básicos. Por outro lado, o projeto também busca dialogar com profissionais da área da saúde sobre o atendimento e as particularidades e especificidades desta população.

O projeto ultrapassa em muito os limites da mera distribuição de camisinhas, ao incentivar a prevenção e redução de riscos, ao encaminhar o acesso a carteira do Sistema Único de Saúde (SUS), ao orientar sobre a existência de exames e onde realizá-los e ao informar sobre direitos básicos e humanos.  Um dos  méritos doprojeto é o diálogo aberto entre a equipe de prevenção e as profissionais do sexo, que acolhem  as demandas, esclarecem duvidas, respeitando sua experiência pessoal e buscando contribuir na garantia dos direitos de cidadania. O incentivo ao uso do preservativo feminino vai além da prevenção, quando busca , acima de tudo, o empoderamento feminino no cuidado com seu próprio corpo e sua saúde.

Além do trabalho de campo, serão realizadas sete oficinas junto às prostitutas para tratar das questões da promoção e prevenção à saúde, cidadania  e direitos humanos. Cada oficina terá a participação de 15 mulheres e uma temática diferente relacionada aos objetivos do projeto. A primeira será ministrada pela psicóloga e arteterapeuta, Sayonara Salum.

Ainda hoje, as profissionais do sexo não são percebidas como sujeitos pelo Estado. Elas relatam que dentro dos serviços de saúde pública, ainda são vistas como portadoras e transmissoras de Doenças Sexualmente Transmissíveis. E é sobre essa realidade que o projeto pretende dialogar. Toda  mulher deve ser recebida e tratada em sua integralidade, sem deixar de considerar o contexto social onde ela está inserida. Muitas prostitutas cis ou transgênero preferem omitir a profissão ou evitar o contato com os serviços públicos de seu território, tentando assim  se proteger de situações de discriminação, como o desrespeito ao nome social, por exemplo. Esse medo e a falta de vínculo com as políticas públicas agrava uma possível situação de vulnerabilidade. O ideal é que todos os serviços públicos e  servidores prestem atendimento à essa população garantindo atendimento digno, sendo sujeitos detentores de todos os direitos conforme garante a Constituição Federal.



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