Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

Uma das nossas lutas é por nossos Direitos Sexuais e Reprodutivos ir muito além de sermos as reprodutoras de nossos filhos, nós como mulheres temos a seguinte frase:” Nosso corpo nos pertence”. E essa luta pelos nosso Direitos Sexuais e Reprodutivos nos mobilizou junto a outras instituições na criação da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Clair Castilhos uma das fundadoras da Casa da Mulher Catarina é destaque:

Porto Alegre, 03 de outubro de 2011 – Edição Extra

XI Encontro Nacional da RFS

Clair Castilhos é a nova secretária executiva da Rede Feminista de Saúde
A eleição desta expressiva liderança do movimento feminista, com atuação na área da saúde, leva a sede da Rede para Santa Catarina.

A gaúcha de Santana do Livramento, residente em Florianópolis, farmacêutica-bioquímica, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina, Clair Castilhos (à esquerda na foto) é a nova secretária executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Ela foi aclamada, por unanimidade, no processo eleitoral da Assembleia Geral Ordinária realizada durante o XI Encontro Nacional da Rede encerrado no domingo, 2, em Porto Alegre/RS que, em sua organização, contou com a parceria de Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras, patrocínio do Ministério da Saúde e apoio do Fundo de População das Nações Unidas – Unfpa. O evento integrou as atividades comemorativas dos 20 anos da Rede Feminista de Saúde. A plenária, integrada por filiadas de diferentes regiões do país, também, referendou o nome da especialista em psicopedagogia clínica e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, de Florianópolis/SC, Sheila Sabag, para o cargo de secretária adjunta.

As eleitas, que integram a ong Casa Mulher Catarina, irão substituir Telia Negrão (Coletivo Feminino Plural), e Maria Luísa Pereira de Oliveira (Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras), respectivamente secretária executiva e secretária adjunta, que estão à frente da Rede Feminista desde 2006. A atual sede da Secretaria Executiva é em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

A assembléia deliberou que a efetiva transferência da sede da Entidade para Florianópolis ocorrerá no início de 2012 para que o processo de transição se dê com tranqüilidade e oportunize conhecimentos do mecanismo de funcionamento, tanto administrativo e político, da Rede Feminista de Saúde, por parte da nova secretaria executiva, como do novo Conselho Diretor.

O processo eleitoral, além da manutenção de nomes históricos na construção da Rede, como o da médica Maria José (Mazé)  de Oliveira Araújo,uma das fundadoras, apresentou renovação na construção do Conselho Diretor, instância que, juntamente com a Secretaria Executiva, conduz as ações políticas e a atuação da Rede Feminista de Saúde no cenário nacional.

Renovação e ações conjuntas – Com uma composição marcada pela presença de jovens, mulheres negras e novas organizações, o Conselho Diretor passa a ser integrado pelas coordenadoras das regionais da RFS da Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A assembléia elegeu para integrar o Conselho Fiscal, as coordenadoras Vera Lúcia Fermiano, da Regional de Santa Catarina; Marta Giane Machado Torres, da Regional Pará, e Maria Dirlene Trindade Marques, da Regional de Minas Gerais. A renovação de nomes no Conselho Diretor foi apontada pela maioria da plenária como um dos momentos mais importantes do XI Encontro Nacional da Rede.

Reconhecendo, numa breve análise, que a atual conjuntura nacional e internacional vivencia  o avanço das posições religiosas fundamentalistas, do pensamento e práticas neoliberais, apontando dessa forma  uma série de dificuldades para o protagonismo e encaminhamento das demandas dos diferentes movimentos sociais, Clair Castilhos destaca que neste cenário “as dificuldades são  bem maiores para o movimento de mulheres e feministas”.

E neste aspecto, afirma, o exemplo mais marcante que ocorre no país é o desmantelamento das políticas de atenção integral à saúde da mulher. Entre as metas,inicialmente estabelecidas, Clair Castilhos pretende “continuar o trabalho político de participação/articulação com os diferentes grupos que compõem o movimento feminista;  lésbicas, mulheres negras, indígenas, trabalhadoras rurais e urbanas, sindicalistas, servidoras públicas, portadoras de patologias e deficiências, ampliando o âmbito de atuação da Rede Feminista de Saúde”.

Para a recém eleita secretária executiva é preciso rever de imediato, enquanto movimento de mulheres e feminista, a formulação das táticas e estratégias para o enfrentamento aos setores conservadores. “Temos que voltar às ruas”, conclamou quando da sua palestra sobre o fortalecimento da agenda feminista durante o seminário que compôs a programação do XI Encontro Nacional da Rede.

Além disso, acentuou, a Rede seguirá lutando intensamente pela legalização do aborto, pela prevenção da gravidez indesejada, pela redução dos indicadores de Mortalidade Materna e pelos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. E, também, pela implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, assim como o monitoramento das políticas correlatas.

Vera Daisy Barcellos – Jorn.Prof. 3.804
Assessoria de Imprensa da Rede Feminista de Saúde